Metalúrgicos da Renault e Volvo encerram greve no PR

Os cinco mil metalúrgicos da unidade da montadora Renault/Nissan, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e os 2,6 mil da Volvo, instalada na Cidade Industrial de Curitiba, comemoraram hoje o que foi considerado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba como o "maior acordo salarial da indústria brasileira" este ano. Com isso, as greves encerraram-se nas duas montadoras, permanecendo parados apenas os 3,5 mil trabalhadores da Volkswagen/Audi, também instalada em São José dos Pinhais, que aguardam para a assembleia da tarde de hoje nova proposta da empresa.

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

16 de setembro de 2009 | 17h12

Parados desde o dia 4, os metalúrgicos da Renault conseguiram 8,65% de correção salarial a serem pagos ainda em setembro, além de um abono de R$ 2 mil. No cálculo estão incluídos 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), 3% de aumento real, além da efetivação de 1% de correção que tinha sido prometida na negociação do ano passado. A proposta que veio da empresa foi aceita unanimemente pelos funcionários durante assembleia realizada pela manhã. O sindicato calcula que deixaram de ser produzidos 6.240 veículos.

Na Volvo, a paralisação comprometeu apenas um dia de trabalho - segundo o sindicato, o prejuízo foi de 24 chassis de ônibus e três chassis de caminhões. Os trabalhadores conseguiram incorporar ao salário o INPC e 3% de aumento real, totalizando um índice de 7,57%, e um abono de R$ 2 mil a ser pago na próxima segunda-feira. Além disso, foi-lhes garantido estabilidade no emprego até o mês de dezembro e um piso salarial de R$ 1.381,66. Os dias parados não serão descontados nas duas montadoras e vão compor o banco de horas.

Tudo o que sabemos sobre:
grevemetalúrgicosRenaultNissan

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.