Metalúrgicos da Volks no PR encerram greve de 17 dias

Depois de 17 dias de paralisação, terminou hoje a greve dos metalúrgicos da Volkswagen-Audi, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Em assembleia na porta da fábrica, os trabalhadores aprovaram a proposta negociada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) junto à direção da montadora.

DIMAS RODRIGUES, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 20h39

A partir de dezembro ficou definido que os metalúrgicos terão 8,3% de reajuste salarial. O índice é composto por 3,7% de aumento real, ante os 5,32% exigidos e 4,4% referente à correção de 100% do INPC. Os trabalhadores conquistaram ainda um abono de R$ 2,8 mil, sendo R$ 2 mil já para o dia 1º de outubro.

De acordo com o presidente do SMC, Sérgio Butka, uma das principais reivindicações da categoria que a empresa se recusava a atender era o aumento de steps (avaliações de desempenho que resultam em elevação do nível salarial) de cinco para onze. Na negociação, a exigência não foi plenamente atendida pela empresa, mas houve avanço de cinco para sete "steps", quatro a menos que os trabalhadores da unidade da Volks, de São Bernardo do Campo (SP) possuem. "Não foi fácil, foram três semanas de intensa mobilização em porta de fábrica, reuniões de negociação e audiências no Tribunal. Mas graças à luta dos trabalhadores, conquistamos o aumento, o adicional noturno, o abono maior e também a elevação no número de steps, uma antiga reivindicação dos trabalhadores", disse Butka.

Os 3,5 mil trabalhadores que estavam em greve ainda tiveram aumento do adicional noturno de 20% para 25% e ainda ficou definido que os 14 dias úteis parados serão descontados gradualmente, um por mês, a partir de outubro. Em dezembro (quando sai o 13º salário), fevereiro e maio (meses em que é paga a PLR), haverá o desconto de dois dias. Em quase três semanas de greve, a Volks deixou de produzir 14 mil veículos.

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