Metalúrgicos da Volvo fazem paralisação e ameaçam greve

Trabalhadores da montadora, em Curitiba (PR), exigem reajuste de 10% contra 4,44% oferecido pela empresa

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

10 de setembro de 2009 | 16h46

Os 2,6 mil metalúrgicos da montadora Volvo em Curitiba (PR) paralisaram nesta quinta-feira, 10, as atividades por uma hora, das 8h às 9h. O protesto ocorreu em virtude da insatisfação diante de contraproposta apresentada ontem pela empresa em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). A Volvo propõe reajuste salarial de 4,44%, conforme correção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A categoria reivindica reajuste de 10% (5,32% de aumento real e 4,44% referentes ao INPC).

 

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"O protesto de hoje é o primeiro de outros que devem ser feitos este mês", ameaçou o presidente do sindicato, Sérgio Butka. Amanhã à tarde, dirigentes do sindicato e diretores da Volvo se reúnem para nova rodada de negociações. "Vamos nos reunir na porta da fábrica segunda-feira para analisar uma nova contraproposta", disse Butka. "Se os trabalhadores não concordarem com a nova proposta, vamos votar greve por tempo indeterminado."

 

A fábrica da Volvo na Cidade Industrial de Curitiba produz diariamente uma média de 24 caminhões e 3 ônibus. Cerca de 80% da produção é destinada ao mercado interno, com os 20% restantes sendo exportados para Chile, Suécia e México. A empresa foi uma das beneficiadas com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pelo governo federal. O imposto zerado para a compra de ônibus e caminhões tem previsão de permanecer em vigor até o fim do ano.

 

Impasse

 

Sem nova proposta de reajuste, em torno de 8,5 mil metalúrgicos da Volkswagen-Audi e da Renault-Nissan permanecem em greve desde o início de setembro em São José dos Pinhais (PR). Do início da paralisação até hoje, as duas montadoras já deixaram de fabricar 8.660 automóveis. A Renault apresentou duas propostas aos seus 4 mil metalúrgicos, sem aumento real e com abono menor que o reivindicado. Ambas foram recusadas em assembleia. A Volks, por sua vez, ainda não apresentou nenhuma proposta aos 3,5 mil trabalhadores.

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