Metalúrgicos de fundição conseguem reajuste de 9,5%

Em reunião realizada hoje cedo com a bancada patronal do grupo de Fundição da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT fechou acordo que garante reajuste salarial de 9,57% para os cerca de 10 mil metalúrgicos que trabalham em empresas deste grupo no Estado de São Paulo.Os trabalhadores conseguiram antecipar a data base para setembro e o compromisso do sindicato patronal de discutir, nos próximos meses, um limitador para acabar com o excesso de horas extras e a fiscalização nas terceirizadas.Já as bancadas patronais das indústrias dos grupos 9 e 10 da Fiesp, ainda não marcaram reunião de negociação. O grupo 9 reúne os sindicatos das indústrias de trefilação e laminação de metais ferrosos, máquinas, aparelhos elétricos, eletrônicos e similares, refrigeração, esquadrias etc. O grupo 10 reúne os sindicatos das indústrias de lâmpadas, rolhas metálicas, aparelhos elétricos de iluminação, artefatos de ferro etc.NegociaçõesNa única reunião realizada, segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, as empresas do grupo 9 se recusaram a antecipar a data base de novembro para setembro. Os negociadores do grupo 10 não marcaram reunião. Portanto, nestes grupos, a greve por tempo indeterminado continua.Hoje, a paralisação atingiu os 130 trabalhadores da Backer (grupo 10) e, desde quarta-feira, cerca de 60 funcionários na Ausbrand (grupo 10), ambas de São Bernardo do Campo. Em Santo André, estão parados desde quinta os 300 trabalhadores da Pirelli Cabos.Na segunda-feira, às 6h, os metalúrgicos da Pirelli Cabo realizam assembléia de avaliação da greve e decidem os rumos do movimento. Os metalúrgicos já conseguiram acordo com 29 empresas do ABC, que assinaram documento de compromisso e evitaram greves.

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