Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Empresa de autopeças de São Bernardo adere a plano de emprego do governo

O acordo de adesão ao programa terá duração de quatro meses e pode ser prorrogado por até oito meses

CARLA ARAÚJO, O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 16h21

Metalúrgicos da empresa de autopeças Rassini Automotive, de São Bernardo do Campo (SP), aprovaram por unanimidade nesta quarta-feira, 5, a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), de acordo com informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo o sindicato, a empresa é a primeira de sua base a aceitar o acordo coletivo que prevê a redução de 15% da jornada de trabalho com igual redução dos salários para todos os 550 trabalhadores da fábrica e a complementação pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) de metade dessa redução salarial (7,5%), conforme determina o programa. O acordo de adesão ao programa terá duração de quatro meses, porém pode ser prorrogado por até oito meses.

De acordo com o presidente do sindicato, Rafael Marques, o acordo celebrado com a Rassini será referência para a base inteira. "A aprovação unânime demonstrou o reconhecimento do espírito do programa, que valoriza o vínculo do trabalhador ao seu emprego", reforçou o sindicalista em nota. Ele ponderou que as negociações levarão em conta a realidade de cada empresa e o nível de queda registrado na produção.

Marques tem apoiado o programa e participou do anúncio do PPE ao lado de ministros em Brasília. Para ele, é muito mais "eficiente, inteligente e correto" ter a participação do Estado brasileiro na preservação do emprego. "O maior valor que um País tem são seus trabalhadores", destacou em nota.

Com a alternativa do PPE, Marques diz que "é inaceitável a dispensa de trabalhadores". "Não vamos admitir demissões na categoria. Vamos exigir dos empresários que usem o programa até o limite. Se tiver demissão, vai ter greve", disse.

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