Metalúrgicos de São Paulo adiam decisão sobre início da greve para a semana que vem

Greve teria início nesta sexta-feira, mas sindicato decidiu prolongar negociações com empresas do setor; trabalhadores reivindicam aumento salarial acima da inflação

Raul Galhardi, O Estado de S. Paulo

07 de novembro de 2014 | 18h48

Foi adiado para a semana que vem a decisão de greve por parte dos metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que haviam estabelecido esta sexta-feira, 7, como prazo limite para as negociações com empresas do setor. Os trabalhadores reivindicam um reajuste salarial acima da inflação, com reposição das perdas e aumento real.

O sindicato reuniu-se com diferentes grupos patronais, que pediram um prazo até a próxima segunda-feira para apresentar uma proposta. Devido a isso, a entidade decidiu não deflagrar greve.

Na segunda-feira, 3, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que representa 260 mil trabalhadores, entregou as cartas de greve para abertura de negociação com prazo de 72 horas. No entanto, os representantes de classe empresarial solicitaram uma extensão do prazo, que foi aceita. A data-base para o dissídio da categoria é primeiro de novembro. 

O sindicato dos metalúrgicos unificou sua campanha com outros 53 sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, que engloba cerca de 750 mil trabalhadores da área. Durante a semana, assembleias foram realizadas nas fábricas como forma de informar a categoria e preparar os trabalhadores para greve, caso ela de fato ocorra. 

Setor patronal. As negociações entre metalúrgicos e empresas estão acontecendo em vários ramos de atividades da área metalúrgica. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma das entidades envolvidas nas discussões, afirmou que apenas uma reunião foi realizada até agora com o sindicato dos trabalhadores e que as negociações estão apenas começando. Segundo a federação patronal, reuniões de negociação foram marcadas para a semana que vem. 

O Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel) informou que o processo de negociação continua e que provavelmente na próxima segunda-feira a entidade apresentará uma proposta. O Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de São Paulo (Sifesp) manifestou em nota que, após duas reuniões, ainda não se chegou a um porcentual de reajuste. 

O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e o Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares do Estado de São Paulo (Sinaees) declararam por meio de suas assessorias de imprensa que não se manifestarão sobre negociações trabalhistas enquanto elas ainda estiverem em curso.

O Estado entrou em contato com o Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (Sindimaq), também envolvido nas negociações, mas não obteve resposta.

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