Metalúrgicos de SP conseguem ajuste salarial de 7,45%

A combinação dos números do reajuste, a elevação do teto mais as cláusulas sociais incorporadas ao acordo, as intensas mobilizações e negociações, dá a certeza aos dirigentes sindicais de que os metalúrgicos de São Paulo tiveram "o melhor acordo salarial dos últimos anos", com reajuste de 7,45%. Essa é a avaliação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Eleno Bezerra. O reajuste acertado entre patrões e empregados do setor metalúrgico, já acordado em assembléias, atinge trabalhadores das áreas de autopeças, máquinas, eletroeletrônicos e também de setores filiados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).O reajuste dos metalúrgicos, que vale de outubro deste ano até igual período de 2008, definiu uma correção salarial de 7,45% (correspondente à reposição integral da inflação do período de novembro de 2006 a outubro de 2007, além de aumento real de 2,6%); abono salarial de 19% (a ser pago em duas parcelas, no mês de dezembro); e reajuste nos pisos salariais: de 8,47% a 13,28%. Com isso, os pisos sobem para: R$ 630 para empresas com até 100 trabalhadores; R$ 687 para empresas entre 101 e 350 trabalhadores; e R$ 800, em empresas com mais de 350 trabalhadores.Para os metalúrgicos do setor de autopeças os pisos passam a ser de R$ 607,00 para empresas com até 150 trabalhadores; e R$ 827,20 para empresas com mais de 150 trabalhadores. Para os trabalhadores do setor industrial representado pela Fiesp o valor mínimo de remuneração é de R$ 630 em empresas até 100 trabalhadores; R$ 680 para empresas entre 100 e 350 trabalhadores; R$ 780, empresas com mais de 350 trabalhadores.Eleno Bezerra explicou que se conseguiu fazer com que o Grupo 10, que representa a Fiesp, igualasse a sua proposta à dos demais grupos e, com isto, suspendesse as greves que seriam deflagradas a partir de hoje, nas empresas deste grupo. Ele lembra que este acordo é resultado da mobilização da categoria e de intensas negociações. "Desde o início da campanha, no dia 20 de agosto, fizemos 345 assembléias de paralisação nas fábricas e cumprimos mais de 70 horas de negociações", explicou Bezerra.Outros 52 sindicatos de metalúrgicos da Força Sindical do Estado, que representam 700 mil trabalhadores, também realizaram suas assembléias deliberativas.

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