Metalúrgicos de SP dizem não aos empresários

Os metalúrgicos de São Paulo dirão, às 14 horas de hoje, não às propostas dos empresários da indústria que constavam do chamado "Pleito emergencial para enfrentamento da crise", feitas no último dia 12, como forma de evitar demissões, ainda não descartadas pelos industriais. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra. Ele disse que os trabalhadores não aceitam "nenhum tipo de redução de direitos nem de salários". "Vamos dizer não e propor alternativas, como redução de jornada e banco de horas para as empresas que puderem", afirmou.Valdermar Cardoso de Andrade, coordenador da comissão negociadora do Grupo 19-3 da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse que terá de esperar a posição oficial dos sindicalistas para depois debater com os empresários as saídas mais viáveis. Andrade reafirmou o risco de demissões na indústria caso as cláusulas propostas pelos empresários não sejam adotadas. Entre elas estão a reavaliação dos acordos de aumentos salariais antecipados, o pagamento das horas efetivamente trabalhadas na semana e a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho por período superior a cinco meses de forma negociada.

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