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Metalúrgicos discutem aumento real de 5% para novembro

Os metalúrgicos ligados à Força Sindical apostam na recuperação da economia brasileira neste ano e já discutem o índice de aumento real dos salários em 5%. A data-base da categoria será em novembro. O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos da capital paulista, Eleno José Bezerra, disse que os trabalhadores tiveram reajuste de salários apenas com base na reposição da inflação, em 2001, devido às crises de energia e da economia em nível internacional, que reduziram o desempenho do setor. Em 2000, os metalúrgicos conseguiram aumento real de 3% sobre os salários, além da reposição da inflação. À época, a reivindicação dos trabalhadores era de aumento real da ordem de 5%. Para 2002, eles consideram a possibilidade de uma contraproposta dos patrões, para o reajuste real de 3%. Neste domingo, a partir das 8h30, os metalúrgicos reúnem-se à rua Galvão Bueno, 782, bairro Liberdade, na capital paulista, para decidir uma pauta própria de modernização da CLT, que deverá ser estudada pelos empresários. PautaA assembléia geral, que deve reunir 50 mil metalúrgicos, neste domingo, na capital paulista, terá em pauta cinco propostas para a flexibilização da CLT: férias, 13º salário, participação nos lucros e resultados, licença-paternidade e redução do horário de almoço. Os trabalhadores querem o parcelamento das férias em até quatro vezes de cinco dias úteis em meses diferentes do ano. Isso elevaria o tempo de descanso remunerado dos atuais 30 dias para 36 dias. Eleno Bezzerra considera que a contrapartida às empresas será o parcelamento do pagamento, que será feito proporcionalmente ao tempo de descanso. Ainda sobre as férias, os metalúrgicos negociarão o aumento de dias que podem ser vendidos, dos atuais 10 para 15. Os metalúrgicos querem negociar para que 60% do pagamento do 13º salário possa ser realizado a partir de fevereiro, conforme a necessidade individual dos trabalhadores, e os outros 40% pagos entre 10 e 20 de dezembro. Hoje, 50% são pagos em 31 de novembro, e a outra parte em 20 de dezembro. PLROs trabalhadores querem que a apuração dos lucros e resultados das empresas do setor passe a ser feita trimestral ou semestralmente, porém sempre com pagamento trimestral - o resíduo de um seria incorporado ao seguinte. Hoje, a PLR é paga semestralmente, com base em apuração anual. Quanto à licença-paternidade, de cinco dias corridos, os trabalhadores vão discutir o parcelamento. "Se o filho nasce na sexta-feira, perdemos dois dias, porque o cartório não abre no final de semana", explica Eleno Bezerra. Os metalúrgicos querem o direito de folgar cada um dos cinco dias em semanas ou momentos diferentes, conforme suas necessidades. Os metalúrgicos que trabalham aos sábados querem negociar a redução do horário de almoço em 30 minutos. Em troca, querem folgar dois dos quatro sábados trabalhados, em cada mês.

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