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Metalúrgicos do Espírito Santo entram em greve

Os metalúrgicos do Espírito Santo entraram em greve hoje, no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Estado para inaugurar obras públicas e privadas. A categoria reivindica melhores salários. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos (Sindimetal), a greve atinge 30 mil trabalhadores em todo o Espírito Santo. A paralisação ocorre nas maiores empresas do setor como Samarco, Aracruz Celulose e Brametal, além da Arcelor e CVRD. Os trabalhadores saíram em passeata da portaria da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) em direção à portaria principal da empresa ArcelorMittal Tubarão, antiga CST, no município da Serra, na região metropolitana de Vitória, local onde Lula participa da cerimônia de inauguração das obras de ampliação da empresa. De acordo com a organização do movimento, cerca de 250 pessoas participaram do protesto. Os metalúrgicos utilizaram dois carros de som, além de faixas e cartazes. A greve foi decidida desde o início da semana, durante assembléias realizadas em várias empresas. A manifestação foi pacífica. Policiais militares ficaram posicionados na portaria central da empresa, mas não interferiram no protesto. ReivindicaçõesA categoria reivindica reajuste de 9,85%, piso profissional de R$ 1.150, piso de R$ 650 para ajudante e a antecipação da data-base para o dia 1º de setembro. O sindicato patronal ofereceu um reajuste de 6,35%, piso de R$ 650 para profissional e R$ 426 para ajudante. As empresas não aceitaram a antecipação da data-base. O diretor do Sindimetal, Walter Bernardo, disse que a greve é por tempo indeterminado. "Se não tiver nenhum avanço a categoria já aprovou greve por tempo indeterminado. Isso significa que as áreas de manutenção, montagem, elétrica e mecânica das empresas ficarão paradas.", explicou. O vice-presidente do sindicato, Roberto Pereira de Souza, reclamou das condições de trabalho dos metalúrgicos. "Nós só voltaremos ao trabalho quando os patrões fizerem uma nova proposta. Enquanto testemunhamos as empresas apresentarem crescimento e altos lucros, nós, que contribuímos para essa expansão, amargamos o pior salário do Estado. Hoje, o trabalhador ganha salário incompatível com o risco dentro da empresa", disse. LulaEm relação à visita de Lula, o vice-presidente do Sindimetal disse não esperar o apoio do presidente ao movimento. "Nós não esperamos que o presidente Lula nos apóie, até porque nós entendemos que o papel dele, nesse momento, é outro. Ele é o presidente da República e representa o nosso País. Nós nos orgulhamos de ter um metalúrgico na presidência da República", concluiu Roberto Pereira de Souza. O grupo de manifestantes foi embora poucos minutos antes da chegada do presidente Lula à empresa ArcelorMittal Tubarão.

AE, Agencia Estado

29 de novembro de 2007 | 14h44

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