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Metalúrgicos do Rio declaram estado de greve

Os metalúrgicos do Estado do Rio decretaram "estado de greve" da categoria a partir desta terça-feira. A decisão foi tomada pela diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, após terminar em impasse reunião realizada à com representantes das principais indústrias do estado, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). O "estado de greve" deve permanecer até o próximo dia 14, quando a categoria se reúne novamente com diretores da Firjan.Uma assembléia está marcada para o final da tarde no mesmo dia. Se a proposta apresentada pelas indústrias não atender as reivindicações, a categoria pode votar a greve no mesmo dia, disse o diretor do sindicato Luiz Chaves. Para ele, "a categoria está unida no momento, por conta do descontentamento com os recentes reajustes da gasolina e gás de cozinha".Os metalúrgicos do Rio basearam a pauta de reivindicações da negociação de sua data-base numa reposição salarial de 11%, de acordo com o INPC. Além disso, a categoria quer mais 5% de aumento real, elevação dos pisos de diversos níveis profissionais, fim do banco de horas e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.A contraproposta das indústrias é de um reajuste de 5,5% imediato, mais 1% em janeiro, retroativo a 1º de outubro (data-base da categoria). PetroleirosTambém terminou em impasse a reunião realizada hoje entre representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e membros da diretoria da Petrobras para discutir o reajuste salarial da categoria. "Acreditamos que as negociações possam avançar um pouco mais", disse o presidente da FUP, Antônio Carrara.A FUP apresentou uma proposta baseada principalmente no reajuste salarial de 7%, com base no IGPM, mais um aumento real relativo a produtividade de 9,5%, além de uma série de reivindicações relativas a outros benefícios e também à segurança do funcionário.A contraproposta apresentada pela Petrobras eleva o índice de reajuste para 7,4%. Além disso, a estatal se comprometeu a estudar eventuais benefícios a serem pagos para trabalhadores que tenham filhos entre 7 e 14 anos estudando em escolas particulares. Outro comprometimento da Petrobras na contraproposta diz respeito à segurança do trabalhador. A estatal concordou em aumentar o número de integrantes nas comissões de segurança das plataformas. As propostas apresentadas pela Petrobras devem ser votadas amanhã em assembléia da categoria.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2002 | 19h57

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