Alex Silva/Estadão
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Metalúrgicos e GM não entram em acordo sobre demissões

Nova audiência foi marcada para a próxima sexta-feira para tentar resolver o impasse envolvendo as quase 800 demissões, na fábrica em São José dos Campos (SP); funcionários estão em greve há uma semana

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 19h30

Após audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas (SP), nesta segunda-feira, não houve acordo entre metalúrgicos e a General Motors a respeito do impasse envolvendo quase 800 demissões, em São José dos Campos, e uma nova audiência foi marcada para a próxima sexta-feira, dia 21, às 15h. 

Os metalúrgicos da GM, que estão em greve há uma semana, querem a anulação das demissões e a proposta, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, recebeu o apoio do Ministério Público do Trabalho, que se manifestou favorável ao pedido de cancelamento das demissões. A GM, entretanto, rejeitou a proposta e ofereceu um salário-base para cada trabalhador demitido, o que foi rejeitado pelo sindicato. 

O pedido de anulação dos cortes, de acordo com o sindicato, está fundamentado na jurisprudência que obriga a empresa a negociar com a categoria antes de realizar demissões em massa. Segundo os sindicalistas, as 798 demissões da empresa aconteceram por telegrama, sem qualquer negociação. 

Apesar do impasse na audiência, o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, disse ver "um passo positivo" para conseguir anular os desligamentos. "A audiência de hoje (segunda-feira) foi um passo positivo em nossa luta para que as demissões sejam anuladas", afirmou, em nota.

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