Metalúrgicos entregam reivindicações à Fiesp amanhã

Os dirigentes da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, entidade ligada à Força Sindical, entregarão amanhã a representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a pauta de negociação da campanha salarial de emergência. O entendimento tende a ser difícil, uma vez que os representantes dos dois grupos metalúrgicos da Fiesp já adiantaram que não concederão aumentos. Os metalúrgicos prometem uma manifestação em frente à sede da entidade, na Avenida Paulista.Os 700 mil metalúrgicos ligados à federação querem 10% de "reajuste imediato", como reposição da inflação de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, redução de jornada de 44 horas para 40 horas semanais e seguro especial por rescisão do contrato por até 12 meses. "Buscaremos as negociações e, se não avançarmos até o final de março, partiremos para as greves", diz o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.O negociador do grupo da Fiesp, Carlos Eduardo Uchôa Fagundes, já adiantou que os patrões não darão reajuste aos metalúrgicos. "Não há possibilidade. Não temos a menor condição de dar aumento agora, fora da data-base. O mercado está recessivo e não temos como repassar aumento de custos para os preços", disse Fagundes.

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