ESG

Coluna Fernanda Camargo: É necessário abrir mão do retorno para fazer investimentos de impacto?

Metalúrgicos fazem protesto em SP contra restrições argentinas

Cerca de 200 manifestantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região fazem na manhã de hoje uma manifestação em frente ao Consulado da Argentina, na avenida Paulista. O ato é um protesto contra as restrições do país vizinho às exportações de produtos brasileiros, principalmente os da chamada "linha branca", como geladeiras, fogões e máquinas de lavar. Os metalúrgicos temem que a medida argentina traga desemprego a trabalhadores brasileiros."Segundo o levantamento que temos, 8 mil pessoas perderiam o emprego somente com as medidas restritivas ao setores fabricantes de geladeiras, televisão e máquinas de lavar", diz o presidente do sindicato, Eleno José Bezerra.O ato conta com a participação de trabalhadores de empresas fabricantes de eletrodomésticos, como BSH Continental, CCE e Multibras, que já haviam feito paralisações parciais nestas companhias na segunda-feira em defesa dos postos de trabalho no Brasil.ManifestaçõesDurante a manifestação, houve a apresentação de tango e samba. Também foi simulada uma partida de futebol entre duplas vestidas com uniforme das seleções de futebol argentina e brasileira. Entre as faixas de protesto, destacava-se uma com o seguinte recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Lula, nesse jogo Brasil x Argentina, não seja pipoqueiro. Defenda o povo brasileiro." Outra faixa com mensagem semelhante pedia mais coragem ao presidente da República: "Lula, deixe de ser frouxo. Volte a defender o trabalhador metalúrgico."De acordo com Eleno José Bezerra, o sindicato, que é ligado à Força Sindical, entregará um documento ao Consulado da Argentina contendo o posicionamento dos metalúrgicos. "A nossa manifestação é pacífica e busca a manutenção do emprego", afirmou.Entre hoje e amanhã, representantes do setor privado brasileiro e técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior reúnem-se com empresários e técnicos da área econômica do governo argentino para tratar da chamada "guerra das geladeiras". Veja mais informações nos links abaixo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.