Metalúrgicos fazem protesto em SP contra restrições argentinas

Cerca de 200 manifestantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região fazem na manhã de hoje uma manifestação em frente ao Consulado da Argentina, na avenida Paulista. O ato é um protesto contra as restrições do país vizinho às exportações de produtos brasileiros, principalmente os da chamada "linha branca", como geladeiras, fogões e máquinas de lavar. Os metalúrgicos temem que a medida argentina traga desemprego a trabalhadores brasileiros."Segundo o levantamento que temos, 8 mil pessoas perderiam o emprego somente com as medidas restritivas ao setores fabricantes de geladeiras, televisão e máquinas de lavar", diz o presidente do sindicato, Eleno José Bezerra.O ato conta com a participação de trabalhadores de empresas fabricantes de eletrodomésticos, como BSH Continental, CCE e Multibras, que já haviam feito paralisações parciais nestas companhias na segunda-feira em defesa dos postos de trabalho no Brasil.ManifestaçõesDurante a manifestação, houve a apresentação de tango e samba. Também foi simulada uma partida de futebol entre duplas vestidas com uniforme das seleções de futebol argentina e brasileira. Entre as faixas de protesto, destacava-se uma com o seguinte recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Lula, nesse jogo Brasil x Argentina, não seja pipoqueiro. Defenda o povo brasileiro." Outra faixa com mensagem semelhante pedia mais coragem ao presidente da República: "Lula, deixe de ser frouxo. Volte a defender o trabalhador metalúrgico."De acordo com Eleno José Bezerra, o sindicato, que é ligado à Força Sindical, entregará um documento ao Consulado da Argentina contendo o posicionamento dos metalúrgicos. "A nossa manifestação é pacífica e busca a manutenção do emprego", afirmou.Entre hoje e amanhã, representantes do setor privado brasileiro e técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior reúnem-se com empresários e técnicos da área econômica do governo argentino para tratar da chamada "guerra das geladeiras". Veja mais informações nos links abaixo.

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