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Metalúrgicos planejam protesto na Usiminas, em Cubatão

Metalúrgicos e trabalhadores da construção civil planejam uma manifestação que deverá reunir cerca de 10 mil pessoas a partir das 5h30 da manhã de quarta-feira na entrada Usiminas, em Cubatão (antiga Cosipa). O Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista protesta contra a demissão de pelo menos 800 operários. Já o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial de Santos, Cubatão e Região (Sintracomos) reivindica aumento salarial para os quatro mil funcionários das 18 empreiteiras que prestam serviço à usina.

REJANE LIMA, Agencia Estado

26 de maio de 2009 | 20h13

"Vamos paralisar o primeiro turno que entra às 6h e o administrativo que entra às 8h30", disse hoje o presidente do sindicato Alvemi Cardoso dos Santos, afirmando que receberá apoio da Intersindical e de manifestantes de São Paulo, Campinas, e São José dos Campos. Decidida em assembleia com cerca de mil pessoas realizada na noite última segunda-feira, os sindicalistas pretendem rediscutir o rumo do movimento amanhã, na porta da usina. "Nossa data base é em novembro e a empresa ofereceu reajuste de apenas 3%, mas enquanto continuarem essas demissões nós não vamos sentar à mesa para negociar o acordo coletivo", disse Santos.

O presidente do Sintracomos, Geraldino Cruz Nascimento, afirma que as empreiteiras que trabalham na Usiminas são as mais relutantes em aumentar os salários. "Nós pedimos 10% e as 25 empreiteiras do polo tinham oferecido 3,8% na sexta-feira. Hoje algumas ofereceram 8% e nós aceitamos, mas as da Usiminas só ofereceram 5%, o que é muito pouco", completou.

Nascimento lamentou que a paralisação realizada de 11 a 13 de maio pelos 5 mil contratados pelas 16 empreiteiras que prestam serviço a refinaria Presidente Bernardes, da Petrobras, não tenha estimulado as terceirizadas da Usiminas a oferecerem contraproposta melhor. Ele lembrou ainda que na ocasião de sua visita a Cubatão, no último dia 14, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a Petrobras ajudasse nas negociações entre os terceirizados e as empreiteiras. "Agora, a Usiminas deveria fazer o mesmo, mas ela não respeitou nem o pedido do ministro do Trabalho que era para as empresas que pegaram empréstimos do BNDES não demitissem", concluiu.

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