Metalúrgicos propõem banco de horas para evitar demissões

Terminou no final da tarde de hoje a reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e os representantes de um grupo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em que foram debatidas medidas para enfrentar a crise econômica vivida no setor. De acordo com o sindicalista Eleno José Bezerra, os metalúrgicos apresentaram aos empresários propostas de criação de banco de horas sem redução de salários; concessão de férias coletivas, com o pagamento do abono de férias de um terço do salário no retorno dos trabalhadores; e a criação de uma "equipe econômica" formada por empregados e empregadores para discutir com o governo federal medidas emergenciais ao setor. "Os empresários levarão a proposta à Fiesp e anunciarão seu posicionamento até o fim dessa semana", afirmou.Bezerra disse que os representantes dos empresários mantiveram seu desejo de pagar apenas as horas efetivamente trabalhadas, com a eliminação do fim da remuneração sobre descanso, além de defenderem o parcelamento do pagamento das férias. "Não aceitamos essa proposta", resumiu. "Os empresários, do seu lado, argumentaram que suas vendas caíram 35% e não há como manter o mesmo quadro de trabalhadores nessas condições", contou, ao admitir que "o risco de demissão é muito grande".DetalhamentoBezerra sustentou que a criação do banco de horas proposta pelo sindicato é de suspensão de um dia de trabalho semanal para melhor adequação do parque metalúrgico paulistano. "Esse banco de horas duraria de 90 dias a 120 dias, dependendo da situação financeira da empresa, e os trabalhadores fariam essa compensação em um prazo máximo de um ano", relatou. "Mas queremos garantia de emprego durante o período", complementou.O sindicalista sugeriu ainda que a "equipe econômica" formada por trabalhadores e empresário faça um levantamento das medidas de acesso ao microcrédito anunciadas na semana passada pelo governo federal para verificar se algumas das empresas da capital pode ser enquadrada no programa e, dessa maneira, receber os benefícios.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.