Metalúrgicos querem reajuste salarial de 15%

Dirigentes de 51 sindicatos de metalúrgicos do Estado de São Paulo definiram hoje, na capital paulista, que a categoria vai lutar por um reajuste salarial de 15%. O aumento contabiliza uma projeção de 6,5%, referente à inflação dos últimos 12 meses até outubro de 2004, e 8% de aumento real. A campanha salarial de 2004 envolve cerca de 700 mil trabalhadores no Estado, com data-base em 1º de novembro.Os metalúrgicos também decidiram incluir na pauta de negociação a redução da jornada de trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, o aumento do piso salarial para R$ 700 (atualmente o menor piso está situado entre R$ 480 e R$ 600) e a regulamentação do Primeiro Emprego.De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região, Eleno José Bezerra, serão ainda realizadas assembléias nos sindicatos para a discussão das propostas até o dia 14 de setembro. No dia 21 do próximo mês, os metalúrgicos devem entregar as reivindicações na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, para a análise dos empresários do setor.Indagado sobre a possibilidade destas propostas serem atendidas, Bezerra afirmou que tudo dependerá da organização e mobilização dos metalúrgicos, pois a economia brasileira está dando condições para que as reivindicações sejam aceitas. "A onda está a nosso favor. Temos que saber surfá-la", comentou.Proposta mais amplaOutra proposta, mais ampla e complexa, também acertada na plenária de hoje, deve ser entregue ao governo federal, mas ainda está sendo discutida a data e a participação de outros sindicatos representantes dos metalúrgicos, inclusive ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).Nesta proposta, os metalúrgicos reivindicam a correção da tabela do Imposto de Renda, com a revisão de alíquotas, já para 2005; um programa de qualificação profissional para os trabalhadores do setor; e uma redução de impostos para compensar a almejada diminuição na jornada de trabalho.

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