‘Meu interesse na plataforma começou cedo’

O estudante de Medicina Álvaro Magalhães teve contato com telemedicina na adolescência

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2016 | 05h00

Foi ainda na adolescência que o estudante de medicina Álvaro Magalhães, de 22 anos, teve o primeiro contato com a telemedicina. Era 2009, ele cursava o segundo ano do ensino médio quando começou a interagir com professores da área de saúde. O interesse pela medicina cresceu na época. “Foi na minha escola o ‘Jovem Doutor’, um projeto de tele-educação com acadêmicos das áreas de medicina, enfermagem, que lecionavam para vários estudantes do ensino médio. A gente colocava esses temas em prática, fazendo palestras para as comunidades, aprendendo a fazer projetos científicos.”

Aluno do nono período da Universidade do Estado do Amazonas, Álvaro tem contato com diferentes realidades e profissionais experientes por meio da ferramenta. “Hoje, pelo polo de telemedicina, temos aulas com faculdades do Brasil inteiro e do exterior. Temos acesso a um canal de telemedicina de Miami, fazemos discussões mensais de casos clínicos.”

A ferramenta ainda faz parte da vida do irmão de Álvaro, o também estudante de medicina Alcy Magalhães Neto, de 27 anos. “Apesar de ser mais jovem, o meu irmão me alertou sobre a necessidade de difundir o conhecimento. Entrei na telemedicina no segundo ano da faculdade e nunca mais saí.”

Atualmente, ele está no sexto período do curso, trabalha no polo de telemedicina e participa de atividades de teleconsulta e tele-educação. Um dos projetos da UEA é desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Alcy elogia a iniciativa. “A USP sempre está disposta a ajudar, está anos-luz à nossa frente com projetos avançados e tem mais proximidade com as outras universidades. São nossos mentores.”

Professor-associado e chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, Chao Lung Wen diz que a disciplina foi implantada na universidade em 1998 inicialmente na pós-graduação e, depois, inserida na graduação. “Pela telemedicina, conseguimos difundir conhecimento para qualquer lugar do País que tenha conectividade. Com o compartilhamento, oferecemos nossos laboratórios online e transmitimos procedimentos de habilidade com treinamento.”

Coordenador Nacional da Rede Universitária de Telemedicina (Rute), Luiz Ary Messina diz que a rede está em atuação há dez anos e as atividades tiveram início em hospitais universitários, não em sala de aula. Segundo ele, hoje, 124 hospitais universitários integram a Rute em todos o País e está beneficiando estudantes e profissionais de saúde. / P.F.

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