'Meu voto foi legítimo', diz Penido

Depois de dar o voto de minerva pela destituição de três diretores estatutários da Usiminas e de ver seu nome envolvido em uma das maiores brigas societárias no Brasil, o presidente do conselho de administração da siderúrgica mineira, Paulo Penido, diz que está convicto de seu voto. "O voto foi no sentido de ser o melhor para a companhia. O que fiz foi dentro da lei e meu voto foi legítimo", afirma Penido.

O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2014 | 02h03

A imparcialidade do voto do conselheiro pela destituição dos executivos, incluindo a do então presidente Julián Eguren, foi questionada por um parecer emitido pelo conselho fiscal da empresa, em reunião realizada há duas semanas, que também pediu que o voto de Penido passasse por uma avaliação.

As duas sócias da siderúrgica - a japonesa Nippon Steel e a Ternium, subsidiária do grupo ítalo- argentino Techint - disputam o controle da gestão da maior produtora de aços planos do País. Na última quinta-feira, a Ternium, responsável pela indicação dos três executivos destituídos, informou que irá adotar "todas as medidas judiciais cabíveis para promover a responsabilização de Paulo Penido" em relação à saída da alta cúpula da empresa, em setembro.

"O parecer do conselho fiscal não alterou em nada a minha opinião. O parecer, que traz erros e inconsistências, ainda extrapola a competência do conselho fiscal", diz Penido. Segundo ele, a decisão pela destituição apenas foi tomada após ampla análise de documentos, além das avaliações de três auditorias, sendo uma interna e duas externas (Deloitte e Ernst Young). "Minha análise durou meses, tive tempo para formar minha convicção", afirma.

'Queremos reforçar a experiência do cliente da Starbucks' 

Depois de lançar no Brasil um cartão pré-pago que garante descontos em bebidas e vender o dobro do esperado, a rede de cafeterias americanas Starbucks lança nesta semana no País seu programa de fidelidade, lançado em 2009, e que hoje tem 8 milhões de membros no mundo. Segundo o gerente sênior de marketing da Starbucks Brasil, Renato Grego, o objetivo é "reforçar a experiência" do público brasileiro com a marca.

Como o programa de fidelidade se diferencia dos incentivos que a empresa já oferece no Brasil?

Até agora só tínhamos campanhas sazonais, que não necessariamente acontecem em todas as lojas. Agora, trazemos para o País o programa de fidelidade lançado em 2009 e que tem 8 milhões de membros no mundo. O Brasil será o primeiro País da América do Sul a ter o projeto implantado.

Que tipo de benefício o cliente terá?

Ao se cadastrar, o cliente passa a ter direito a uma bebida grátis nos 30 dias seguintes ao aniversário. Ao comparecer cinco vezes por ano à loja, tem direito a uma dose extra de café expresso em suas bebidas e a um expresso ao comprar um pacote de café. Se comparecer 30 vezes à loja no ano, entra na categoria Gold (ouro). Aí, ganha uma bebida à sua escolha a cada 12 visitas à loja, além dos benefícios dos demais clientes. A ideia é que concentrar o projeto em produtos das lojas, para reforçar a experiência do cliente com a marca.

Por que o programa chega agora?

Temos 90 lojas e vamos chegar a 100 no primeiro trimestre de 2015. Além disso, lançamos um cartão pré-pago no Brasil que garante um desconto a quem pagasse um valor adiantado. Vendemos o dobro do previsto. Quem já tem este cartão poderá usá-lo como fidelidade. O cadastro no site estará disponível até o fim de semana.

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