Beto Barata/Presidência República
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'Meus detratores estão na cadeia ou desmoralizados', afirma Temer em Davos

Presidente evitou comentar sobre julgamento de Lula e diz que o assunto 'cabe à Justiça', mas comemorou alta da Bolsa, impulsionada por formação de maioria contrária ao petista no TRF-4

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2018 | 17h24

DAVOS - O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira, 24, que não aceita mais que seja alvo de dúvidas sobre suspeitas de corrupção em seu governo e manda um alerta. “Já houve a tentativa de desmoralização. Os meus detratores estão na cadeia e quem não está na cadeira, esta desmoralizado pois foram desmascarados pelos fatos”, disse. 

Temer está em Davos para o Fórum Econômico Mundial. Apesar de não tocar no tema da corrupção em seu discurso, o presidente foi alvo de um questionamento por parte do fundador do evento, Klaus Schwab, sobre como a questão da corrupção poderia ter um impacto nas eleições. 

++Em vídeo pelo Dia do Aposentado, Temer defende a reforma da Previdência

A jornalistas brasileiros, ele reagiu de forma dura. “Eu tive a oportunidade de dizer, assim como eu fiz no Brasil, que agora eu não vou mais tolerar essas coisas”, disse, referindo-se a acusações de corrupção contra ele. 

Temer evitou comentar o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Vamos aguardar a decisão final. Não sei se tem recurso, se não tem recurso. Essa é uma decisão que cabe à Justiça e, em particular, ao Tribunal Regional Federal (da 4ª Região, TRF-4)”, afirmou. 

Ele, porém, comemorou os resultados da B3, a bolsa brasileira, com forte alta durante o dia. 

“Agora acabei de receber uma boa noticia. Como eu disse pela manhã de que iria tudo seguir na maior absoluta normalidade, a Bolsa bateu 83 mil pontos. De modo que o discurso (no Fórum) intercedeu com a repercussão, pelo que estou vendo. E foi muito exitosa nossa vinda para cá (Davos)”, disse.

Na manhã desta quarta-feira, Temer disse que não acreditava em uma turbulências nas bolsas. "É vida normal", disse. 

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