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México e Europa ampliam acordo e elogiam sucesso bilateral

O México e a União Européia decidiram ampliar aliberalização de seu intercâmbio comercial, no âmbito do acordo de livrecomércio que foi assinado há cerca de dois anos. Os dois países vãoacelerar a redução de suas tarifas de importação a partir do dia 20deste mês. A União Européia eliminará, por exemplo, a alíquota de 3,5%para automóveis, produtos químicos e bicicletas. Essa alíqutoa deveriacair somente em 2003. Isso significa que o acordo será antecipado emsete meses.O México, por sua vez, vai antecipar em cinco anos, de 2007 para2002, a eliminação de tarifas de 8% para autopeças, produtos químicos epilhas, entre outros. A antecipação dessas metas deve ampliar ainda maiso comércio bilateral, que, em apenas 18 meses, desde a assinatura doacordo de livre comércio, já cresceu 28,6%.O primeiro-ministro e presidente da União Européia, José MariaAznar, elogiou os resultados obtidos até agora desde a assinatura doAcordo de livre comércio com o México. De acordo com ele, as exportaçõesmexicanas ao mercado europeu cresceram 44,1% nesse período, enquantoas vendas européias ao México mostraram um incremento de 23,1%.Os europeus também devem ampliar seus investimentos no México,principalmente nos setores de telecomunicações e energia. As duas áreas,segundo a Comissão Européia, têm um potencial de pelo menos US$ 75bilhões nos próximos dez anos. A Europa exige, no entanto, reformas quepermitam uma sensível redução do monopólio nesses segmentos, como nocaso da Telmex na área de telecomunicações e da Pemex na de petróleo.O presidente Vicente Fox se comprometeu a implementar mecanismospara evitar que os investimentos, principalmente na exploração,distribuição e comercialização de gás não fiquem travados. A ComissãoEuropéia, órgão executivo da UE, estima que o setor de telecomunicaçõesdemanda pelo menos US$ 5 bilhões, enquanto o setor elétrico requercerca de US$ 50 bilhões nos próximos dez anos e a produção de petróleo,US$ 20 bilhões.O presidente mexicano citou como exemplo do avanço nas relaçõesentre a União Européia e a América Latina o acordo assinado na sextafeira entre a UE e o governo chileno. "O Chile se soma a esse processoe, o México, assume cada vez mais seu compromisso com a globalização",disse na entrevista à imprensa.EspanhaOs investimentos espanhóis na América Latina caíram84,43% no ano passado, principalmente na Argentina e Bolívia, onde ascompanhias espanholas desinvestiram 923 milhões de euros e US$ 16milhões de euros, respectivamente. No México e no Brasil o fluxo decapital espanhol não foi interrompido e somaram cifras aindaconsideráveis, de 1,453 bilhão de euros e 1,4 bilhão de euros,respectivamente.Comparado com 1996, quando a América Latina absorveu 65,6% dosinvestimentos espanhóis no mundo, a diferença é gritante. Em 2001 ofluxo para a região foi de apenas 10% de tudo que a Espanha investiu noexterior. Entre as principais razões dessa retração, de acordo com ogoverno espanhol, estão a desaceleração da economia mundial e a criseargentina.

Agencia Estado,

18 de maio de 2002 | 15h59

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