México é o primeiro a resgatar toda a sua dívida em brady

O México resgatou ontem dos mercados internacionais US$ 1,29 bilhão em bônus da dívida Brady, tornando-se o primeiro país a retirar toda a sua parte do plano de reestruturação da dívida de países emergentes realizado em 1989, informou hoje o jornal Financial Times. O México foi o primeiro país a emitir os papéis da dívida Brady - batizada com o nome do secretário do Tesouro norte-americano na época, Nicholas Brady. Esses papéis são garantidos pelos bônus do Tesouro dos Estados Unidos. Na época, esse esquema foi a única maneira de o México conseguir financiamentos, mas agora esses papéis ficaram muito caros. Segundo o departamento do Tesouro mexicano, a transação realizada ontem, que retirou os Brady remanescentes denominados em marcos alemães, liras italianas, guilders holandeses e francos suiços, liberou bônus mantidos como garantia colateral avaliados em US$ 694 milhões, que agora foram liberados para venda. Calcula-se que a economia gerada pela retirada dessa dívida antiga e a captação de empréstimos com juros menores disponíveis neste momento será de cerca de US$ 283 milhões. Essa soma é superior à meta de déficit do setor público do México para este ano. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, qualificou o resgate como "uma grande conquista".

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