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México quer atrair investimentos europeus

O governo mexicano quer incrementar os contatos e investimentos na União Européia (UE), usando como atrativo as facilidades geradas pelo Acordo de Associação entre México-UE, em vigor desde novembro de 2000, que deu aos produtos mexicanos acesso ao mercado europeu com tarifa zero. O México espera mostrar, por exemplo, que suas frutas e seus legumes são um bom negócio. O diálogo empresarial, promovido pela embaixada do México, em Bruxelas, reuniu nos últimos dias cerca de vinte importadores europeus de peso, nos setores de autopeças, publicidade e agronegócios. O evento faz parte de uma série de promoções realizadas durante o ano na capital européia. De pouca tradição agrícola no mercado internacional, o México quer reforçar a imagem na Europa por meio de uma campanha de marketing mais agressiva. Como resultado do trabalho deste ano, os mexicanos passaram a exportar para a UE cerca de 28 toneladas/mês de frutas tropicais, como manga, abacate e goibada, também produzidas e exportadas pelo Brasil. Agora, esperam consolidar e ampliar o mercado. Os mexicanos apresentaram um projeto governamental que, além de facilitar as exportações de pequenos produtores, dá toda a garantia e segurança de entrega. O México apresentou um crescimento de 724% nos últimos dez anos em suas exportações agrícolas. Número reforçado, principalmente, depois do ingresso do país à Associação de Livre Comércio Norte-americano (Nafta), da qual fazem parte Estados Unidos e Canadá. Mas, outros setores também foram impulsionados, principalmente o automotivo. Hoje, de cada 10 carros que circulam nos Estados Unidos, um é produzido no México. Um importador de autopeças, presente ao seminário, que não quis se indentificar, disse que estará fechando negócios brevemente para uma indústria européia de veículos especializados."Temos 11 Acordos de Livre Comércio assinados, englobando 32 países e queremos ampliar ainda mais nossas possibilidades", afirmou o embaixador Porfírio Muñoz Ledo, reforçando que seu país hoje é o segundo do mundo em recepção de investimentos, depois da China. GATTO México iniciou sua estratégia de abertura comercial ao entrar no Acordo Geral de Tarifas e comércio (GATT), em 1986, e assinou o primeiro acordo de livre comércio com Chile, em 1992. Hoje, as exportações valem 58% de um PIB de US$ 600 bilhões, em 2001. Com a UE, o Acordo de lvre comércio só não inclui os setores de carne bovina, laticínios e cereais. Estabelece uma desgravação tarifária progressiva até 2007 e prevê também a liberalização dos intercâmbios de serviços a partir de 2003. Para o mesmo período está prevista a primeira reunião do Conselho Conjunto México-UE para implementar a parte política do Acordo de Associação Econômica, Política e Cooperação. Com o México se passou exatamente o contrário do que acontece com Mercosul. Primeiro, europeus e mexicanos implementaram o acordo de preferências tarifárias para depois organizarem os capítulos políticos e de cooperação. A pressa foi impulsionada pelo susto que os europeus levaram quando o México passou a integrar o Nafta. Os números da balança comercial entre México e UE, caíram de 21% a quase 2%. A balança comercial entre os dois, em 2001, foi de US$ 7,46 bilhões, sendo deficitária para o México, que exportou US$ 7,23 bilhões e importou US$ 14,70 bilhões. O Brasil, por sua vez, apresenta uma balança mais equilibrada com a UE, tendo exportado em 2001, US$ 17,96 bilhões, e importado US$ 17,94 bilhões, segundo dados da Comissão Européia.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 10h10

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