México suspende tarifa de importação de alimentos

A decisão do governo mexicano de suspender as tarifas de importação para combater a alta global dos preços de alimentos poderá dar espaço para um grande número de fornecedores, disse hoje o ministro da Economia, Eduardo Sojo. O presidente Felipe Calderón decretou ontem a redução ou eliminação das tarifas de importação de produtos alimentares e anunciou que o governo aumentará os subsídios dados às famílias mais pobres. O decreto elimina a tarifa de importação do trigo, arroz, milho, soja, farelo e de 100 mil toneladas de feijão. Além disso, corta pela metade a tarifa sobre as importações de leite em pó. As novas regras favorecerão países com os quais o México ainda não tem acordos comerciais, disse Sojo em entrevista coletiva à imprensa hoje. Segundo ele, atualmente, a vasta maioria do fluxo comercial ocorre em função dos doze acordos comerciais fechados pelo México, que incluem mais de 40 países. Os cortes de tarifas podem "abrir possibilidade" para mais importações da América do Sul e de alguns produtos oriundos da Ásia. Além disso, também foram adotadas medidas para estimular a produção de alimentos e proteger a renda das famílias mais pobres. O governo irá eliminar as tarifas de importação da matéria-prima para produção de fertilizantes e do próprio adubo; oferecerá crédito preferencial para até 500 mil pequenos agricultores; e irá agilizar o processo de modernização das técnicas de irrigação. Calderón informou ainda que o governo disponibilizará uma linha de crédito de US$ 1,92 bilhão para os produtores comprarem tratores e máquinas agrícolas. A inflação anual do México estava em 4,8% em meados de maio, mas os preços de alimentos subiram 9,2% na comparação com um ano atrás. Alguns produtos tiveram aumento ainda maior, como óleo de cozinha (+51%), arroz (34%), pão (+22%) e farinha de trigo (+30%). As informações são da Dow Jones.

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