Michelin vai cortar 1.093 empregos na França

Fabricante de pneus promoverá demissão como parte de plano para aumentar a produtividade na Europa

Marcílio Souza, da Agência Estado

17 de junho de 2009 | 14h44

A fabricante francesa de pneus Michelin informou nesta quarta-feira, 17, que vai cortar 1.093 empregos na França, num esforço para reduzir custos e elevar a produção em resposta à crise no setor automotivo. Um porta-voz da empresa comunicou que a decisão faz parte de um plano que irá injetar dinheiro em suas fábricas para ajudar a aumentar a produtividade na Europa Ocidental em 15% até 2011. Não foi divulgado quanto os cortes custarão nem qual será o volume de economias gerado.

 

Os planos incluem o aporte de 100 milhões de euros (US$ 139 milhões) em pesquisa e desenvolvimento em seu centro de Clermont Ferrand, com o objetivo de encurtar o tempo de produção. O grupo também aplicará 50 milhões de euros na fábrica de Montceau para transformá-la numa unidade especializada em pneus especiais e componentes de borracha. As operações de pneus para carros da companhia serão consolidadas com as do grupo no restante da Europa.

 

Entre os 1.093 empregados que serão afetados, cerca de 495 poderão aproveitar medidas de aposentadoria antecipada especial. Além do corte anunciado nesta quarta, a fabricante também quer atingir a marca de 1,8 mil demissões voluntárias nos próximos três anos, 95% delas de empregados que já estão perto de se aposentar. As informações são da Dow Jones.

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