Michelle alfineta Kirchner e Morales sobre energia

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, aproveitou seu discurso durante a Cúpula do Mercosul, em Córdoba, para alfinetar seus "colegas" da Argentina, Néstor Kirchner, e da Bolívia, Evo Morales. "Em relação à energia, o Chile tomou a decisão de diversificar sua matriz energética para a autonomia, a curto prazo", afirmou numa referência à alta dependência chilena do gás que importa da Argentina. Michelle fez um pedido para "fortalecer o marco jurídico, de estabilidade jurídica, que sustentam o processo regional", numa menção às rupturas de contratos como ocorreu por parte da Bolívia com o Brasil e com a Argentina no que diz respeito ao fornecimento de gás. Como o Chile é abastecido pelo gás que a Argentina importa da Bolívia, o país também é obrigado a negociar um novo contrato de importação do produto, o qual inclui uma alta, que a chilena está tratando que seja a menor possível.Além disso, a presidente chilena está irritada com o colega Néstor Kirchner por causa da recente medida tomada pelo argentino, que discriminou os preços dos combustíveis vendidos aos estrangeiros em zonas fronteiriças. Pela medida, os estrangeiros pagarão mais caro pelos combustíveis e as populações vizinhas que vivem na fronteira serão as maiores prejudicadas pelos aumentos. Neste sentido, elegantemente, a presidente opinou: " o grande desafio para avançar no desenvolvimento é mais energia e mais concertação". Desde 2004, quando teve início a crise energética argentina, o Chile vem sofrendo com reiteradas interrupções dos envios de gás por parte da Argentina, porque Kirchner tem dado prioridade à atender a sua demanda interna.

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