Micro empresa do interior tem melhor janeiro desde 2001

A pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae) revelou que, dentre as 1,3 milhão de micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas, as do interior do Estado registraram o melhor desempenho do faturamento real (descontada a inflação) em janeiro. Segundo o levantamento, os pequenos negócios do interior faturaram 10,2% a mais no primeiro mês do ano sobre os resultados obtidos no mesmo período de 2007, o maior avanço dos últimos sete anos para o mês.Na avaliação do Sebrae, além da melhora geral da atividade, "alguns segmentos importantes do agronegócio se recuperam, como, por exemplo, carne, leite e cana-de-açúcar, favorecendo os pequenos negócios no interior paulista".O porcentual do total de pessoal ocupado nas microempresas do interior teve uma variação positiva de 4,2% na comparação entre janeiro deste ano com o mesmo mês do ano anterior. Já o rendimento real dos ocupados da região, segundo o Sebrae, sofreu uma queda de 2,4%, na mesma base de comparação, frente uma média de 3,8% no Estado. O gasto total com salários também teve queda (-6,7%), acompanhando o cenário observado em todo o Estado (-6,5%).ABC paulistaJá os pequenos negócios do ABC paulista registraram expansão de 7,4% na receita de janeiro de 2008 ante janeiro de 2007. O setor de serviços foi o principal responsável pelo bom desempenho das microempresas da região. Segundo a entidade, "isso está associado ao crescimento da renda da população e a melhora das condições de crédito ao consumidor".Em relação ao pessoal ocupado dos pequenos negócios do ABC paulista, o Sebrae apontou queda de 9,9% na comparação entre janeiro de 2008 e o mesmo mês do ano anterior. Com isso, o gasto com a folha de salário registrou queda de 18,2% na região no período analisado.De acordo com o gerente do Observatório das MPEs, Marco Aurélio Bedê, não existe uma explicação concreta sobre a diminuição do número de trabalhadores ocupados, mas uma possível causa é a reestruturação da economia. "É cada vez maior o número de empresas de serviços da região compostas por apenas uma pessoa. E como o indicador de pessoal ocupado expressa o número médio de pessoas por empresa, esse movimento estrutural reflete diretamente no indicador", avaliou. Região metropolitanaAs microempresas da região metropolitana de São Paulo (RMSP) seguiram o movimento, mas em uma velocidade mais lenta, e fecharam janeiro com expansão de 3% no faturamento. "Nessa região, a maior concorrência entre as empresas e a expansão da renda em ritmo mais lento têm levado à uma melhora mais modesta", observou Bedê. O pessoal ocupado das MPEs da região teve queda de 4% no período analisado. Segundo a instituição, o resultado foi influenciado pelo setor de serviços. "Serviços é um segmento altamente concorrencial, que tem apresentado grande número de abertura de empresas nos últimos anos", afirmou Bedê. Também apresentaram recuo no período analisado o rendimento dos ocupados, com queda de 6,1%, e o gasto com os salários, com redução de 6,3%, na região.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.