Microcrédito dependerá da burocracia, diz comércio paulista

O efeito na economia real das medidas de estímulo ao crédito e microcrédito, anunciadas hoje pelo governo federal, dependerá basicamente da operacionalidade do pacote. Segundo o economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, a rapidez determinará o impacto das medidas. "Se um volume grande for colocado rapidamente, o impacto virá. Se for diluído ao longo do tempo, o efeito será menos perceptível", disse.Outro fator determinante é a coordenação das várias iniciativas. "Se todas as iniciativas funcionarem bem, cada uma delas potencionalizará a outra", afirmou. O microcrédito, de acordo com ele, é tipicamente destinado para a geração de renda e não ao consumo, o que reduz o impacto direto no comércio. São valores baixos destinados a compra de instrumentos de trabalho ou mesmo para capital de giro para pequenos empreendimentos.Mesmo sendo recursos pequenos, a expectativa de Solimeo é de ocorra a criação de empregos. "É uma iniciativa positiva, mas não é um sucedâneo para a necessidade da queda dos juros", afirmou o economista.

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