Microempresários já são 22 mi de pessoas no País, diz pesquisa

Conceito de microempresário da pesquisa é amplo e inclui desde vendedores ambulantes a profssionais liberais

Jacqueline Farid, da Agência Estado

24 de novembro de 2008 | 16h06

Os microempresários  já somam 22 milhões de pessoas no Brasil e apresentam rendimento e mobilidade social acima da média dos demais trabalhadores, segundo mostra pesquisa divulgada hoje pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O conceito de microempresário da pesquisa é amplo e inclui desde vendedores ambulantes e camelôs até empregadores ou profissionais liberais, como médicos e dentistas. De acordo com o estudo de Neri, a renda domiciliar per capita dos microempresários era de R$ 761 em 2007, superior à renda média per capita do total dos ocupados (R$ 526). Ele explica que a renda desse grupo está acima da média porque inclui não apenas a renda do trabalho, mas também transferências de programas sociais, como o Bolsa Família. A pesquisa mostra também que, segundo projeções para 2008, grande parte, ou 72% dos microempresários estão nas classe A, B ou C, mas pelo menos 54% desse total estão na classe C, e somente uma pequena fatia no topo da pirâmide social. De qualquer modo, de acordo com Neri, a mobilidade social é maior para os microempresários do que para o restante da população. Em 2003, segundo a pesquisa, 42,8% dos microempresários estavam na classe C e 22,5% estavam na classe D. Em 2008, segundo projeções da FGV, o porcentual de microempresários na classe C tinha subido para 54% enquanto a fatia na classe D havia caído para 18,1%. A pesquisa destacou os microempresários como ponto de partida para análise do Crediamigo, programa de microcrédito do Banco do Nordeste, instituição que encomendou o desenvolvimento do estudo a Néri.

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