Microempresas de SP faturaram R$ 22,7 bi em novembro

As 1,3 milhão de micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas acumularam em novembro de 2007 uma receita de R$ 22,7 bilhões, o que representa um acréscimo de 1,9% em relação ao mesmo mês de 2006, já descontada a inflação (faturamento real). De acordo com o Sebrae, no acumulado do ano, a taxa de crescimento do faturamento real das MPEs foi de 3,2% ante o mesmo período do ano retrasado. Os dados são da pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae), realizada em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), que ouviu 2,7 mil micro e pequenas empresas do paulistas, dos setores de comércio, indústria de transformação e serviços.De acordo com Pedro Gonçalves, economista do Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae, o bom desempenho das MPEs é resultado da melhora do mercado interno. "Com a inflação sob controle, os trabalhadores começaram a recuperar seu poder aquisitivo, o que favoreceu as vendas das pequenas empresas no comércio. Outro fator importante foi o aumento das opções de crédito ao consumo na economia, o que alavancou as vendas de bens de maior valor unitário, por exemplo, veículos e eletroeletrônicos. Com o aumento das vendas desses bens, a indústria aumentou as encomendas para segmentos que fornecem peças e componentes, muitas vezes, indústrias de pequeno porte", observa Gonçalves.EmpregoO nível do pessoal ocupado, no entanto, não acompanhou o ritmo do crescimento da receita e caiu 2,4% na comparação de novembro de 2007 com o mesmo mês de 2006, totalizando 5,6 milhões de pessoas (4,24 por empresa) trabalhando nos empreendimentos de pequeno porte da capital, Região Metropolitana de São Paulo, Grande ABC e interior. De acordo com o Sebrae, mesmo com esta queda, os pequenos negócios continuam respondendo pela maior parte dos postos de trabalho na economia.O indicador de gastos com salários apresentou alta de 3,6% na comparação de 12 meses, índice puxado pela indústria (com alta de 7,8%), seguido pelo comércio (alta de 6,8%), sendo que setorialmente as prestadoras de serviços registraram queda de 4,8%. A média da folha de pagamento nas MPEs em novembro foi de R$ 2.830,78.

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