Microfranquia cresce e ocupa espaço no setor

Com crescimento constante na casa de dois dígitos desde 2007, o setor de franquias estima aumentar em 15% seu faturamento em 2011 - foram R$ 76 bilhões em 2010. Mas se o aquecimento do mercado gerou fila de espera nas grandes marcas, por outro lado, impulsionou o mercado.

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2011 | 03h08

Hoje, há cerca de 2 mil empresas em operação, o que amplia o leque de opções principalmente para investidores que buscam oportunidades no curto prazo.

"O candidato começa pelas marcas mais conhecidas, mas quando pesquisa e descobre a diversidade de ofertas, procura a que mais se adequa ao seu objetivo", diz Filomena Garcia, diretora da consultoria Franchise Store. "A maioria não sabe o que quer. E se encontra uma espera de mais de seis meses, opta por outros negócios."

O crescimento econômico, somado à ascensão da classe C, garantiu espaço no mercado para novos segmentos, como as microfranquias. Elas normalmente não exigem ponto comercial e já somam mais de 12 mil unidades no País. A expansão levou a Associação Brasileira de Franquias (ABF) a criar até um Comitê de Microfranquias para monitorar o segmento. "Além do baixo valor de investimento (até R$ 50 mil), essa modalidade permite que profissionais liberais tripliquem seus ganhos", afirma o diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo.

Para ele, abrir a franquia de uma grande marca é um sonho quase impossível. Em compensação, investir em novos 'players' desse mercado pode garantir melhores resultados no longo prazo. "A hora de entrar em uma marca é no começo da operação porque o investidor pode se beneficiar e crescer com a franquia no futuro", analisa.

Antes de apostar todas as fichas em um negócio, entretanto, o candidato a empreendedor precisa avaliar bem o produto que venderá, as perspectivas de crescimento, o espaço para possíveis novas lojas, a credibilidade da rede e o apoio oferecido para os franqueados já em operação.

A estimativa da ABF é que em dois anos o setor comece a se consolidar, reduzindo a oferta de novas marcas disponíveis no mercado - foram mais de 200 no ano passado. "É uma tendência natural que observamos em outros países e que pode levar algumas empresas até a desaparecer", diz Camargo.

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