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Microsoft ataca o Google em campanha sobre privacidade

Empresa confeccionou canecas, camisetas e criou materiais dizendo que o Google usa dados de clientes para lucrar

LIGIA AGUILHAR, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2013 | 02h13

A Microsoft deu mais um passo ousado na sua campanha anti-Google. Após criar, no mês passado, o site "Don't Get Scroogled", no qual condena a concorrente por invadir a privacidade de usuários do Gmail para fins de publicidade, a empresa colocou no mercado ontem uma loja virtual para comercializar uma linha de produtos batizada de "Scroogled".

Entre as opções disponíveis estão camisetas, bonés e canecas com frases sarcásticas. "Coloque sua bebida favorita nesta caneca para deixar o mundo saber que, embora o Google esteja tentando ganhar dinheiro com quase todo aspecto da sua vida digital, você ainda está calmo. E cheio de cafeína", diz o texto de apresentação de uma caneca que exibe a frase "mantenha a calma enquanto roubamos seus dados".

Outro exemplo, é uma camiseta com o logotipo do navegador Chrome vestido de espião e a frase: "Estou vigiando você". Os preços na loja variam de US$ 7,99 a US$ 25,99. A Microsoft garante que não quer lucrar com o negócio, mas apenas conscientizar consumidores.

Em resposta, o Google ironizou a campanha dizendo ao site The Verge que "o mais recente empreendimento da Microsoft não é nenhuma surpresa. A concorrência no mercado de (aparelhos) 'vestíveis' está realmente esquentando", disse, sugerindo que a empresa de Bill Gates estaria tentando competir com os óculos inteligentes Google Glass com produtos da sua loja virtual.

A campanha da Microsoft contra o Google está sendo comandada por Mark Penn, que foi responsável pela campanha presidencial de Bill Clinton.

Além da loja virtual, a Microsoft lançou o site "Scroogled", onde mostra como o seu produto Outlook respeitaria a privacidade do usuário, enquanto o Gmail usaria dados do usuário para criar publicidade online.

Críticas. No ano passado, a empresa de Bill Gates publicou anúncios de página inteira em grandes jornais como o New York Times com as mesmas críticas sobre a falta de privacidade no serviço concorrente.

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