Mídia e Marketing Direto garantem primeiros leões em Cannes

O Brasil obteve ontem no 51º Festival Internacional de Publicidade de Cannes um leão da categoria Media Lions, liderada pela Inglaterra com três leões e seguida pelo Japão com dois leões. O País ficou empatado com Estados Unidos, Canadá, México, África do Sul, Líbano, Turquia, Nova Zelândia e Tailândia. O Media Lions, categoria que não tem distinção entre ouro, prata e bronze, premia as soluções mais criativas e inovadoras desenvolvidas por publicitários para a comunicação da mensagem dos clientes. O prêmio foi para a Almap/BBDO, que fechou acordo com diversas emissoras de televisão e apresentadores para que, no mesmo dia e horário, fossem apresentados os enlatados Coqueiro, da Quaker. O Grand Prix, o maior prêmio do Media Lions, foi para o Chile, com campanha criada pela agência OMD para a cerveja Cristal, da CCU. O Brasil também conquistou ontem dois leões na categoria Lions Direct, para peças de marketing direto. Um para a agência Salem, com a campanha "Achados e perdidos" para o Guia Global e outro, de bronze, para a Tequila/TBWA, com o convite para uma festa da vodca Absolut em São Paulo. Apesar de os Estados Unidos liderarem os investimentos em marketing direto, com mais de R$ 400 bilhões por ano, a Inglaterra foi o país que conquistou o maior número de leões: 24, de 62 distribuídos pelo júri nesta categoria, criada há três anos. A Alemanha ficou em segundo lugar, com oito leões, e os EUA em terceiro, com seis leões. Os jovens publicitários da Itália foram os vencedores da categoria Young Creatives de peça impressa, conquistando a medalha de ouro. A prata foi para Os Estados Unidos e o bronze para a Turquia. Os brasileiros não conseguiram nada neste ano na categoria, mas o trio português que conquistou o Cyber Lions do Young Creatives tinha dois brasileiros. Os publicitários brasileiros esperam conquistar dez leões na categoria Press & Outdoor. São 96 anúncios brasileiros entre os finalistas, e o País foi o que mais inscreveu peças nesta categoria (1.472), mas ficou atrás da Alemanha, que com 1.061 peças inscritas conseguiu emplacar 99 finalistas. Segundo o jurado brasileiro da categoria, Cassio Zanatta, da Almap/BBDO, a entrada de competidores asiáticos este ano diminuiu a quantidade de trabalhos do País na shortlist, o rol dos finalistas. Muitos empresários e executivos da propaganda brasileira que participam do festival não escondiam a frustração com o resultado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.