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Migração pode ser mais complicada para empresas

Especialistas apontam que o ideal é atualizar máquinas aos poucos para evitar prejuízos por incompatibilidade

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2014 | 02h08

Dependendo dos programas que a empresa usa, a migração de sistemas pode não ser fácil. "É um problema", afirma o professor Fernando Meirelles, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. "Não é algo trivial."

Existem incompatibilidades de software e com periféricos que só aparecem na hora da migração. "Sempre vai ser um trabalho extra para a empresa, mas ninguém pode reclamar de não ter sido avisado", diz Meirelles.

Para evitar problemas, a migração deve ser escalonada. "É preciso fazer um plano de testes e migrar cada área de forma gradativa", recomenda Luis Minoru Shibata, diretor de consultoria da PromonLogicalis.

A recomendação é que não se faça a migração de todas as máquinas de um departamento de uma vez, para que, caso seja identificado algum problema, o trabalho não seja totalmente interrompido.

A Psafe, empresa brasileira de software de segurança, informou que vai manter o suporte ao Windows XP em seu produto, mesmo depois do fim do suporte da Microsoft.

"O XP equivale a cerca de 14% de minha base de usuários", diz Marco de Mello, presidente da Psafe. O antivírus da empresa, que é gratuito, tem mais de 30 milhões de usuários de Windows.

Móvel. O cenário em que o Windows XP sai de cena é diferente daquele de 12 anos atrás.

Naquela época, não havia tablets e smartphones. O Windows não recebia concorrência do Android, do Google, e do iOS, da Apple.

Nos últimos anos, o mercado virou. Segundo a consultoria Gartner, no ano passado foram vendidos, em todo o mundo, 879,8 milhões de dispositivos com sistema operacional Android, comparados a 325,1 milhões com Windows e 241,4 milhões com iOS ou Mac OS (ambos da Apple). Até 2015, a projeção é de que Android cresça 54,3%; iOS e Macs, 34,4%; e Windows, apenas 16,6%.

No quarto trimestre de 2013, as vendas mundiais de PCs caíram 6,9%, para 82,6 milhões de unidades, registrando a sétima queda trimestral consecutiva. Em países em desenvolvimento, de acordo com o Gartner, o primeiro equipamento conectado passou a ser o smartphone, e o segundo o tablet, reduzindo bastante a demanda por microcomputadores no mercado consumidor mundial.

A Microsoft não conseguiu tirar vantagem de sua posição dominante nos PCs para conquistar uma fatia maior nesses mercados. O Windows Phone é o terceiro sistema operacional para smartphones do mundo, mas ficou com somente 3,2% de participação em 2013; tablets não passaram de 2,1%. / R.C.

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