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Miguel Jorge defende menos imposto para máquinas e IED

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, defendeu hoje a desoneração de impostos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins, para bens de capital (máquinas e equipamentos) e também a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos estrangeiros diretos (IED) no País. O ministro, que participa de audiência conjunta das comissões de Desenvolvimento e Indústria e de Acompanhamento da Crise da Câmara, afirmou que essas são medidas que o governo ainda pode discutir e adotar com o objetivo de manter a taxa de investimentos no País.

ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

12 de maio de 2009 | 16h31

"Não podemos deixar cair os investimentos porque eles são fundamentais para o fortalecimento da economia. Temos que lutar para que eles (investimentos) não se acanhem", afirmou o ministro. Segundo ele, outro problema que precisa ser debatido como resolver é o acúmulo de créditos tributários pelas empresas. Ele disse que de nada adianta elas (empresas) acumularem tantos créditos se não conseguirem compensá-los.

Durante sua exposição inicial, o ministro fez um relato das medidas que já foram adotadas pelo governo até agora para enfrentar a crise financeira e citou alguns dos efeitos considerados positivos pelo governo neste início de ano. Ele citou, por exemplo, que foi "muito importante" a atuação dos bancos públicos, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES, na recuperação do nível de crédito no País, "já que esse foi um dos principais efeitos negativos da crise internacional no país no final do ano". Ele citou que, no primeiro trimestre deste ano, o BNDES aumentou em 13% os seus desembolsos e reduziu em 20% o seu spread médio.

Sem sinalizar se o governo pretende prorrogar por mais tempo a redução do IPI sobre automóveis e eletrodomésticos da linha branca, ele lembrou que as reduções feitas até agora têm tido um efeito multiplicador na produção e na geração de empregos.

Empregos

Miguel Jorge disse hoje que as primeiras indicações que chegaram ao governo são de que a situação do emprego no mercado formal de trabalho teve um saldo positivo no mês de abril. Segundo o ministro, isso é um efeito direto das medidas de estímulo à economia adotadas pelo governo, como a desoneração tributária e o incentivo ao crédito em vários setores da economia.

"O emprego é um indicador fundamental da recuperação do Brasil desta crise, e os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) desde fevereiro e as primeiras indicações de abril mostram que está havendo uma recuperação do mercado formal", afirmou o ministro.

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