Miguel Jorge defende superávit primário de 4,3% do PIB

Medida foi adotada pelo governo para reduzir os gastos públicos e atenuar os ciclos de aperto monetário

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

13 de junho de 2008 | 14h44

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta sexta-feira, 13, em São Paulo que é favorável ao aumento do superávit primário de 3,8%, para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), medida adotada pelo governo para reduzir os gastos públicos e atenuar o ciclo de aperto monetário, iniciado pelo Banco Central em abril, para conter a inflação. "Tem de chegar ao superávit de 4,3% do PIB", comentou. O superávit primário representa a economia do País para o pagamento de juros da dívida. Ele é composto pelas receitas menos as despesas do setor público.  Questionado se o superávit primário deveria subir para, pelo menos, 4,5% do PIB, como defende o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, Miguel Jorge fez um comentário cuidadoso: "Primeiro vamos chegar aos 4,3% do PIB para saber se adiante será preciso aumentá-lo ou não. Esse tipo de elefante a gente come em fatias se não ficamos com indigestão."

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