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Miguel Jorge: déficit na balança não é uma tendência

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje que o déficit da balança comercial na quarta semana de fevereiro é um problema conjuntural e não se trata de tendência. Segundo ele, as importações subiram por conta do preço do petróleo e também pela elevada compra de trigo que o Brasil fez da Argentina, algo que não vinha sendo feito em meses anteriores. "Isso não é uma tendência, não é um problema estrutural", reiterou Miguel Jorge, que participou em São Paulo da assinatura de um convênio entre a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a Agência de Promoção de Exportações (Apex) para a promoção do etanol brasileiro no exterior.Quanto à forte importação de bens de capital, o ministro comentou que os empresários estão aproveitando o dólar baixo para modernizar suas indústrias. Esse processo terá um efeito mais à frente, pois tornará a indústria brasileira mais competitiva e com mais condições de vender no exterior.Ele reiterou que a política industrial do governo será anunciada logo após a aprovação do Orçamento pelo Congresso e contemplará 24 setores, entre eles o de açúcar e álcool. O ministro ressaltou ainda que está otimista em relação à chance de aprovação da proposta de reforma tributária que o governo encaminhou ao Congresso.Embora tenha admitido que os empresários esperavam mais do projeto, Jorge disse acreditar que é muito difícil se conseguir uma reforma tributária "ampla, geral e irrestrita". "Essa é a reforma possível de se fazer no momento. Depois de sua aprovação, poderemos avançar ainda mais", disse.

PAULA PULITI, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2008 | 13h50

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