Miguel Jorge: é difícil vigiar contrapartida de emprego

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, admitiu hoje ser "praticamente impossível" o governo exigir e fiscalizar as indústrias que recebem benefícios em relação à manutenção dos empregos. De acordo com ele, os únicos setores em que o governo consegue ter essa contrapartida garantida são o de motos produzidas em Manaus e o da indústria automobilística. "Só temos contrapartida dos que já tinham feito anteriormente. Dos outros setores é difícil fazer o controle", afirmou, após a cerimônia de anúncio de medidas para a recuperação da economia, afetada pela crise financeira internacional, e praticamente todas as medidas embasadas na renúncia fiscal.

CÉLIA FROUFE, ISABEL SOBRAL E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

29 de junho de 2009 | 15h12

Na avaliação de Miguel Jorge, a contrapartida no caso da linha branca deve ser natural, já que se espera o aumento das vendas de eletrodomésticos. Ele citou como exemplo o caso de lavadoras de roupas, cujo incremento foi de 30% em maio na comparação com o mês anterior. "A expectativa é de que essas empresas não só mantenham os empregos em suas unidades, como contratem mais empregados para subir a demanda", disse.

Logo após o anúncio das novas desonerações, o ministro Miguel Jorge já adiantou que outras ações já estão em estudo pelo governo. "Eu, pessoalmente, defendo mais medidas, mas não posso adiantá-las", desconversou. De acordo com ele, até agora o mercado tem mostrado que tem publico para receber as ações adotadas pelo governo.

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