Miguel Jorge nega investir menos na indústria devido à crise

Ministro admitiu, porém, que diminuição do ritmo de crescimento é natural por conta da turbulência externa

Célia Froufe e Anne Warth, da Agência Estado,

10 de outubro de 2008 | 17h10

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta sexta-feira, 10, que os investimentos do setor produtivo não serão reduzidos em função da crise internacional. "Até agora não há notícias de cancelamento ou de investimentos em espera", disse durante entrevista coletiva à imprensa brasileira e internacional que ocorreu após o Terceiro Fórum de CEOs Brasil-EUA realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).   Veja também:Como o mundo reage à crise Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil  O ministro disse ter feito esta afirmação com base em encontros recentes com o setor produtivo. "Há dez dias me reuni com representantes do setor de papel e celulose que confirmaram os investimentos", relatou. Miguel Jorge negou que seja certo um processo recessivo no Brasil, como afirmaram jornalistas presentes com base em expectativas de depressão econômica em várias partes do mundo.  Ele admitiu, porém, que uma diminuição do ritmo do crescimento da economia brasileira é natural por conta da turbulência externa. "Investimento em infra-estrutura é âncora importante para atravessar esta fase crítica", disse, explicando que não daria mais detalhes do assunto porque o mesmo já havia sido feito pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que também participava do evento.  Previsão otimista O ministro mostrou-se ainda confiante com a possibilidade de a indústria automobilística brasileira subir uma posição no ranking e torna-se a quinta maior do mundo. A afirmação confirma o prognóstico do ministro feito há dois meses aproximadamente, em São Paulo, quando a crise internacional ainda não se mostrava tão profunda. "O problema de venda de automóveis na Europa é maior do que no Brasil", comparou.  Segundo ele, o continente passa por um problema de desemprego muito forte enquanto no Brasil é mantida a projeção de criação de 2,2 milhões de empregos este ano. Miguel Jorge relatou que, em reuniões com empresários do setor na semana passada eles garantiram que haverá continuidade dos investimentos previstos antes do aprofundamento da turbulência. "Será fundamental para o Brasil atingir o quinto lugar este investimento, que está baseado na capacidade de produção", analisou.  O ministro fez essas afirmações durante entrevista coletiva à imprensa brasileira e internacional que ocorreu após o Terceiro Fórum de CEOs Brasil-EUA realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).

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