Miguel Jorge: nova política não compensará alta do real

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje, que a nova política industrial a ser anunciada na segunda-feira (dia 12), e que está sendo chamado de Política de Desenvolvimento Produtivo, irá estimular as exportações. Porém, ele afirmou que, o plano "certamente não compensará essa valorização do real, que tem muito mais a ver com o enfraquecimento do dólar no mundo todo. Mas acredito que podemos dar alguma vantagem ao exportador", declarou à Agência Estado.Segundo ele, as medidas serão muito abrangentes e prometem trazer mais incentivos à indústria do que a política industrial do primeiro mandato do presidente Luis Inácio Lula da Silva. "Será um plano ambicioso, mas factível", disse. O novo plano prevê coordenação entre os ministérios para criação de um Complexo Industrial da Defesa, juntamente com o Ministério da Defesa, e do Complexo Industrial da Saúde, em ação com o Ministério da Saúde, "para estimular a produção tanto de fármacos, genéricos etc. como de equipamentos hospitalares". "Voltamos a fazer com que o Estado seja coordenado entre os vários ministérios", explicou. Segundo o ministro há, na área da Saúde, um déficit de US$ 5,5 bilhões por ano. "Queremos reduzir o déficit para US$ 4 bilhões até 2010. É um desafio bastante grande. Há pontos importantes e desafiadores na política industrial", comentou. MetasMiguel Jorge disse que as principais metas da Política de Desenvolvimento Produtivo são aumentar o investimento fixo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos em pesquisas e desenvolvimento para aumentar capacidade de renovação das empresas e aumentar exportações. A elevação do número de pequenas e médias empresas também está entre as metas. Ele garantiu que o plano prevê ainda o acompanhamento de todos os objetivos estabelecidos.

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