Miguel Jorge: política não será assistencialista

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje que a nova política industrial em elaboração pelo governo, que deve ser anunciada em abril, não será assistencialista nem servirá de hospital para as empresas.A declaração foi dada no Ministério da Fazenda, pouco antes de se reunir com o ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, justamente para discutir as medidas da nova política industrial. Elas serão divulgadas possivelmente em solenidade no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Segundo Miguel Jorge, as medidas de desoneração tributária da política industrial ainda estão sendo analisadas com a Receita Federal. Frisou que ela irá muito além da desoneração tributária, contemplando, entre outras iniciativas, linhas de crédito e a capacidade de compra do governo. "Não vamos inventar a roda. É um trabalho de coordenação de várias políticas de governo", assinalou.Miguel Jorge anunciou que a nova política fixará algumas metas, como, por exemplo, atingir 21% do PIB em Formação Bruta de Capital Fixo (uma medida de investimentos). De acordo com o ministro do Desenvolvimento, o setor automotivo será contemplado, de modo a aumentar sua capacidade de produção para 5,5 milhões de veículos em 2010, muito superior à capacidade atual, de 3,5 milhões de unidades, que já está esgotada, segundo Miguel Jorge.

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