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Miguel Jorge quer supervisão estatal no mercado de álcool

O ministro defendeu, porém, que o governo intervenha o menos possível no processo de produção e pesquisa

Gustavo Porto, da Agência Estado,

24 de setembro de 2007 | 18h50

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, disse nesta segunda-feira, 24, que o governo tem de intervir o menos possível no processo de produção e de pesquisa de álcool, mas defendeu uma supervisão estatal no mercado, considerado por ele como estratégico. Jorge admitiu mudanças no anteprojeto de lei sobre o controle das exportações e a possibilidade de auditorias do governo nas unidades produtoras. "Este projeto está sendo bastante modificado e eu sou favorável a que, nesse tipo de processo, o governo fique o máximo possível fora dele", disse o ministro. "Mas claro que é preciso haver certo cuidado, como formação de estoques reguladores, pois estamos falando de energia e não há país no mundo em que o governo não tenha uma supervisão muito clara sobre o mercado de combustível, que é estratégico", completou. O ministro explicou que uma supervisão do governo no mercado do álcool poderia evitar uma crise de desabastecimento do combustível, como a ocorrida na década de 90, quando 98% dos veículos novos eram movidos a etanol. "Em três anos, com a falta de álcool, o Proálcool perdeu a credibilidade e, dos 1,5 milhão de veículos novos feitos no País, apenas 850 eram a álcool. Isso não pode voltar a ocorrer", afirmou. Jorge encerrou, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba (SP), a visita chamada "tour do etanol", iniciada pela manhã no Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com passagem pela Dedini Indústrias de Base e pela Usina Costa Pinto, do Grupo Cosan. Na cidade paulista, ele avaliou ainda o projeto de construção de um parque tecnológico sucroalcooleiro, cujos investimentos previstos somam R$ 100 milhões. Coordenação O ministro apoiou a idéia do parque tecnológico, mas, ao ser indagado sobre investimentos do governo no projeto, manteve o discurso de que o governo tem apenas que atuar como observador e no incentivo à iniciativa privada.  "O papel do governo tem de ser entendido como um indutor e, eventualmente, um coordenador e não ter participação efetiva nesse processo. Eu, que venho da iniciativa privada, acho que o governo tem de interferir o mínimo possível e ficar fora o máximo possível", afirmou o ministro. "São empresários que têm de acreditar em idéias, na inovação e colocar dinheiro na mão de outros empresários para que eles cresçam", concluiu. O ministro disse ainda que sua Pasta deve concluir, em uma reunião na quarta-feira, em Brasília, a última versão do projeto de política industrial para o País. O projeto deve ser apresentando, de acordo com ele, até o início de outubro.

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