Milhares protestam contra encontro do G8 no Japão

Milhares de pessoas protestaram nestesábado nas ruas de Sapporo, no Japão, contra um encontro do G8que será iniciado na próxima semana em um luxuoso hotel,localizado a 70 quilômetros da cidade. Quatro japoneses foram presos, disse um policial da ilha deHokkaido, que tem Sapporo como capital. Duas pessoas foramdetidas por violar leis de segurança pública e outras duas poratrapalharem as atividades policiais. Um cinegrafista da Reuters foi levado pela polícia, mas nãoficou claro se ele estava entre os quatro presos anunciados. A manifestação, que durou uma hora e meia, foi realizadapor ativistas japoneses e estrangeiros, grupos civis eorganizações não governamentais. Um grande esquema de segurançafoi mobilizado antes do encontro de cúpula que ocorrerá noresort de Toyako entre 7 e 9 de julho. Os manifestantes faziam barulho com instrumentos depercussão, mostravam faixas que diziam "Abaixo o G8" egritavam: "Somos contra o encontro das nações ricas". Algunsvestiam quimonos e roupas típicas da minoria étnica local, osainos. Uma fonte da polícia estimou que havia cerca de 2.000 a3.000 pessoas no local. "Eles têm empurrado suas políticas sobre a gente. Eugostaria que eles pudessem ouvir, representar as vozes do povoque vive aqui de verdade e não serem tão egoístas", afirmouMizuho Tsuboi, um agricultor de 64 anos. Os encontros do G8, que unem anualmente os líderes daGrã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia eEstados Unidos, tornaram-se um grande imã de manifestantes, queprotestam contra tudo o que os grandes líderes mundiais estãofazendo, das mudanças climáticas até os efeitos daglobalização. O Japão está preocupado com protestos violentos e possíveisatos de terrorismo durante o encontro e fortaleceu a segurançano país a um custo de 30 bilhões de ienes (283 milhões dedólares), superando os 186 milhões de dólares gastos no últimoencontro, na Alemanha. Cerca de 21.000 policiais estão sendo deslocados paraHokkaido e a imprensa local informa que um número parecido foimobilizado em Tóquio. (Reportagem adicional de Hiroyuki Muramoto)

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