Milho dispara com dados sobre estoques nos EUA

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2012 | 03h09

A estimativa do governo dos EUA de estoques de milho no país mais baixos do que o mercado esperava impulsionou ontem os preços internacionais do grão. O relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos EUA apontou que, em 1º de março, as reservas do país totalizavam 152,7 milhões de toneladas, volume 8% menor do que um ano atrás. Analistas previam, em média, 156,2 milhões de toneladas. Com isso, fortaleceram-se as preocupações com a oferta no curto prazo e as cotações deram um salto na Bolsa de Chicago. Os lotes do grão para entrega em maio fecharam em alta de 6,62%, cotados a US$ 6,44 por bushel. A valorização do milho parou no limite de oscilação diária determinado pela bolsa, de US$ 0,40. Portanto, o mercado fechou na máxima.

Movimento semelhante foi observado nos mercados de trigo e soja. Mas, nestes casos, o dado que puxou as cotações foram estimativas oficiais de área plantada. A área prevista para o cultivo de soja é 1% menor do que no ano passado, pois o plantio de milho está mais vantajoso para o produtor neste momento. A ideia de que haverá menos soja nas lavouras fez o preço subir 3,61%.

O governo americano estima também que a área plantada com trigo de primavera será 3% menor do que no ano passado. Isso se somou à influência positiva dos outros grãos e fez o trigo avançar 7,76% em Chicago. Investidores e analistas acreditam, no entanto, que os grãos podem ter subido demais, de modo que alguma correção deve ocorrer na semana que vem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.