Milho e soja continuam subindo com seca nos EUA

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h10

Investidores dos mercados de commodities agrícolas estão preocupados com as lavouras de milho e de soja dos Estados Unidos e puxando os preços na Bolsa de Chicago. O clima permanece quente e seco nas principais áreas do país, um dos maiores exportadores de grãos. Ontem, os contratos do milho para entrega em dezembro saltaram 2,62%, para US$ 8,14 por bushel. Os lotes de soja para entrega em novembro avançaram 2,43%. Participantes do mercado estão especialmente atentos à safra de soja, que está em floração, período que exige umidade para assegurar produtividade. Embora o milho já tenha passado desta etapa, pois é plantado antes, ainda há temores com relação a perdas no potencial produtivo.

A cada semana o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vem confirmando um cenário mais problemático para o desenvolvimento dos grãos. Ontem, informou que apenas 24% dos milharais do país estão em condição boa ou excelente. Uma semana antes, eram 26%, parcela já considerada baixa. Para a soja, 29% estão nas melhores condições, ante 31% há uma semana.

A alta dos grãos vem mobilizando os setores mais afetados. Representantes da indústria de carnes dos Estados Unidos estão pedindo que o governo suspenda temporariamente a obrigação de se misturar etanol à gasolina, como pede a política energética nacional. Como o etanol no país é feito principalmente de milho, a alta do grão tende a elevar não só o custo de produção do biocombustível como também o das carnes.

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