Milho sobe 5,5% com os menores estoques em 8 anos nos EUA

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h09

Estoques mais baixos do que o esperado nos Estados Unidos sustentaram os preços do milho ontem na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em dezembro do cereal atingiu o limite diário de alta, subindo 40 centavos de dólar, ou 5,58%, fechando a US$ 7,5625 por bushel. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as reservas de milho no país em 1º de setembro somaram 25,09 milhões de toneladas, o menor volume em oito anos para o período.

Os analistas, que até então estavam preocupados com a demanda mais fraca pelo grão, foram surpreendidos pelo número. Para agravar, os EUA, maior produtor mundial de milho, devem colher 100 milhões de toneladas a menos neste ciclo.

O trigo (5,49%) e a soja (1,93%), também com estoques mais baixos neste ciclo, seguiram os ganhos do milho. Já em Nova York, o algodão recuou 1,23%, encerrando no menor nível em dois meses. Contribuíram para a perda a valorização do dólar, que torna o produto americano mais caro para compradores estrangeiros, e o fato de investidores terem embolsado lucros no último dia do mês e do trimestre.

Na mesma bolsa, o açúcar avançou 0,15%. Os ganhos foram limitados pela percepção de que o interesse da China pelo produto deve cair no próximo ciclo por causa do aumento da safra doméstica. O cacau avançou 1,37%, recuperando o patamar de US$ 2.500 por tonelada, que havia perdido durante a semana. O café caiu 0,46%, com expectativa de demanda fraca até o início do inverno no Hemisfério Norte.

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