Milho sobe com demanda chinesa e clima adverso

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2012 | 03h03

A forte demanda chinesa impulsionou ontem os preços do milho na Bolsa de Chicago. Dados de comércio exterior da China mostraram que as importações de milho do país no primeiro trimestre atingiram volume quase igual ao total importado em 2011, alcançando 1,74 milhão de toneladas, e mais de 300 vezes o volume comprado no mesmo período do ano passado. Os EUA responderam por 99,5% das vendas. Outro fator que puxou as cotações do milho foram previsões de queda das temperaturas com risco de geada em áreas do Meio-Oeste americano, importante região produtora de grãos do país. Os contratos para entrega em maio fecharam em alta de 1,63%, cotados a US$ 6,2250 por bushel.

Os mesmos fatores provocaram a valorização do trigo. Os lotes para entrega em maio subiram 1,50% e encerraram a US$ 6,25 por bushel. Outro mercado influenciado pelo clima foi o algodão, negociado em Nova York. A previsão é de que a estiagem se prolongará em regiões do sudeste dos EUA, da América do Sul, da Índia, da China e do Casaquistão. Assim, a commodity subiu 0,40%.

Já a soja terminou o dia com perdas em Chicago, pois investidores embolsaram lucros obtidos na sexta-feira, quando os preços saltaram para o maior nível em sete meses. As cotações ainda encontram suporte no forte consumo chinês e na queda da produção da América do Sul. A China importou 13,31 milhões de toneladas de soja durante o primeiro trimestre de 2012, um aumento de 21% na comparação com o mesmo período de 2011.

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