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Milho sobe com geadas no PR e chuvas nos EUA

Em meio à colheita de uma safrarecorde, os preços do milho estão firmes nas principais regiõesprodutoras do Brasil, influenciados pelas geadas ocorridas nosúltimos dois dias no Paraná e também pelos problemas na safrados Estados Unidos, o maior fornecedor global. No Paraná, principal produtor brasileiro do cereal,vendedores elevaram os valores de suas ofertas entre 5 a 10 porcento, na comparação com o final da semana passada, segundocorretores. Na BM&F, o primeiro contrato do milho, o julho de2008, subiu mais de 4 por cento em relação ao fechamento desexta-feira. "Até o momento, o que está prejudicando é essa retraçãodecorrente das geadas. O pessoal recuou bastante", disse ocorretor Alexandre Maron, da Trigo Branco, em Ponta Grossa(PR). Segundo ele, os negócios no final da semana passada estavamaquecidos, inclusive com alguns registros de vendas paraexportação, uma vez que produtores aproveitavam a alta nomercado internacional (Chicago já subiu 24 por cento noacumulado do mês), com as enchentes nas áreas produtoras demilho nos Estados Unidos. "Mas aí vieram as geadas e parou tudo de vez", acrescentouMaron. O corretor afirmou que o produtor elevou as suas ofertas devenda para 26 reais por saca (60 kg), a retirar, alta de 6 porcento ante sexta-feira. As geadas atingiram especialmente o milho segunda safra doParaná, com produção estimada no início do mês pelo Ministérioda Agricultura em 6,4 milhões de toneladas, ou pouco mais de umterço do que o Brasil poderia colher na safrinha (18,5 milhõesde toneladas, ante 14,7 milhões de toneladas em 2007). Ainda não é possível dimensionar o tamanho das perdas noParaná por geadas, que também teriam ocorrido no sul de MatoGrosso do Sul, segundo fontes do mercado. Na região de Maringá, mais ao norte do Paraná, as ofertastambém estão na faixa de preço registrada em Ponta Grossa, maso aumento foi maior. "Estava saindo negócio a 22 (reais) nasemana passada... Tem oferta, mas não tem comprador (a 26reais)", disse um segundo corretor que pediu para não seridentificado. Segundo ele, o frio intenso está afetando especialmente aponta compradora, que esperava contar com preços mais baixoscom o início da colheita da safrinha. Esse corretor afirmou que, embora tenham aumentado assondagens de importadores pelo milho brasileiro, os negóciosexternos ainda não ganharam força, até porque o volume dasafrinha que chega ao mercado não é grande. "Quem tem milho (da safra de verão), tem contratos paracumprir, e com o problema da geada, o cara acaba segurando, omercado está totalmente parado", observou a fonte, que não vêpossibilidade de mudança nos próximos dias, uma vez que atemporada de frio apenas começou. Para quarta-feira, o órgão paranaense Simepar(http://www.simepar.br) prevê mais geadas, mas de menorintensidade. No entanto, o mercado já está voltando atençõespara uma onda de frio prevista para os dias 25 e 26 de junho. A Secretaria de Agricultura do Paraná voltou a registrartemperaturas negativas em importantes áreas produtoras doEstado, como Palotina e Toledo, na terça-feira, mas ainda écedo para quantificar as perdas, segundo agrônomos. "Esses dados indicam que a geada pegou o milho safrinha, aextensão disso não se tem... Duas geadas subsequentes...concretiza o dano que deve ter havido na primeira", observou aagrônoma da secretaria Margorete Demarchi. (Edição de Denise Luna)

ROBERTO SAMORA, REUTERS

17 de junho de 2008 | 15h56

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