Milho sobe com sinais de recuperação da demanda

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2012 | 02h06

Os preços futuros do milho subiram ontem na Bolsa de Chicago. O contrato mais negociado fechou em alta de 0,79%, a US$ 7,02/bushel. As cotações do cereal chegaram a níveis recordes em agosto após a safra dos Estados Unidos diminuir drasticamente devido à pior estiagem em décadas no país. Desde então, a demanda pelo cereal veio enfraquecendo.

Nesta semana, a falta de interesse pela commodity nos EUA fez os preços caírem. Assim, o milho se tornou mais barato e voltou a atrair compradores.

A soja e o trigo também avançaram 1,74% e 0,19%, respectivamente, em Chicago favorecidos pela queda recente dos preços, que estimulou a volta das compras no mercado. O trigo ganhou suporte de compras de Taiwan e do Egito e dos preços altos do cereal para ração na Europa.

Na Bolsa de Nova York, o suco de laranja recuou 2,75%. A agência meteorológica dos Estados Unidos descartou a ocorrência de geadas na Flórida, maior estado produtor do país, nos próximos dez dias. Como muitos investidores acreditavam que os pomares poderiam ser danificados pela forte queda de temperatura, a notícia fez com que eles embolsassem lucros.

No caso do cacau, o volume grande de exportações da Costa do Marfim, maior produtor mundial, pressionou as cotações, que caíram 0,69%. Por outro lado, o algodão avançou 0,46% com suporte de aquisições da indústria, o café subiu 2,55%, com o ajuste de posições antes dos feriados de fim de ano. O açúcar fechou estável, mas o mercado tem recebido pressão da oferta ampla.

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