Milho sobe em Chicago com falta de chuva na Argentina

Cenário: Ana Conceição

O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h08

As cotações do milho fecharam com alta expressiva na Bolsa de Chicago, ontem, sustentadas pela falta de chuvas nas regiões da Argentina, um dos maiores produtores mundiais do grão. O contrato março subiu 3,09%, para US$ 6,01 por bushel. A relativa calmaria nos mercados financeiros globais manteve a atenção dos participantes nos fundamentos do milho. Ainda não há perdas na Argentina, mas cada dia sem chuva pode provocar danos à produtividade já que as lavouras passam neste momento pela fase de polinização, um de seus principais estágio de desenvolvimento. Uma quebra ali implicaria estoques mundiais mais reduzidos. Nos Estados Unidos eles são os menores em 15 anos.

Influenciado pelo milho, o preço do trigo também subiu em Chicago. Ambos competem no mercado de ração. O contrato março do cereal avançou 2,74%, cotado a US$ 5,9975 por bushel. Mas ao contrário do milho, a oferta de trigo é grande no mundo, em especial na Ucrânia e na Austrália.

Em Nova York, a bolsa do café arábica se destacou com alta de 2,02% no fechamento do contrato março, para 219,45 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com a agência Dow Jones, o mercado registrou poucos negócios, já em ritmo de feriado. Compras da indústria de torrefação ajudaram a elevar os preços. O contrato março do açúcar fechou perto da estabilidade, com alta de apenas 0,04%, para 23,09 centavos de dólar por libra-peso. O mesmo vencimento do algodão subiu 0,93%, para 87,09 centavos de dólar.

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